
Este post inicialmente ir-se-ia chamar "À Beira Do Abismo", mas devido aos acontecimentos do dia de hoje resolvi mudar o título e até dedica-lo a algumas pessoas que abaixo referirei quando der a razão da alteração. O texto iria ser apenas o seguinte:
"Sinto a vida a escapar-se-me, o meu sangue tem uma enorme vontade de fugir de todas as minhas veias, de todas as minhas artérias. Sinto o meu coração a querer rebentar, sinto o meu coração prestes a explodir. É como se cada célula, cada átomo do meu corpo desejasse desaparecer, desejasse cessar de existir. Sinto que nada vale a pena, no entanto sinto que não posso fugir, sinto que não quero fugir, sinto que não quero abandonar nada fugindo, acobardando-me. É a segunda vez na vida que sinto tal coisa, é a segunda vez na vida que sinto que vou ter de lutar com todas as minhas forças para conseguir continuar, para conseguir sobreviver. Mas será que ainda tenho forças? Será? Não sei. Da última vez tive mas cometi ao mesmo tempo o maior erro da minha vida. Porque é que tenho de passar por tudo isto? Eu afinal só quero uma vida de paz, de tranquilidade, de harmonia. Porque é que ninguém consegue compreender isso? Porque é que me parece que ninguém me ajuda quando estou à beira do abismo? Porque é que me parece que ninguém me ajuda quando estou já com um pé no abismo? Porque é que me parece que ninguém me ajuda quando sinto que estou prestes a cair no abismo?"
"Sinto a vida a escapar-se-me, o meu sangue tem uma enorme vontade de fugir de todas as minhas veias, de todas as minhas artérias. Sinto o meu coração a querer rebentar, sinto o meu coração prestes a explodir. É como se cada célula, cada átomo do meu corpo desejasse desaparecer, desejasse cessar de existir. Sinto que nada vale a pena, no entanto sinto que não posso fugir, sinto que não quero fugir, sinto que não quero abandonar nada fugindo, acobardando-me. É a segunda vez na vida que sinto tal coisa, é a segunda vez na vida que sinto que vou ter de lutar com todas as minhas forças para conseguir continuar, para conseguir sobreviver. Mas será que ainda tenho forças? Será? Não sei. Da última vez tive mas cometi ao mesmo tempo o maior erro da minha vida. Porque é que tenho de passar por tudo isto? Eu afinal só quero uma vida de paz, de tranquilidade, de harmonia. Porque é que ninguém consegue compreender isso? Porque é que me parece que ninguém me ajuda quando estou à beira do abismo? Porque é que me parece que ninguém me ajuda quando estou já com um pé no abismo? Porque é que me parece que ninguém me ajuda quando sinto que estou prestes a cair no abismo?"
Como devem ter reparado o abismo aqui simboliza o suicidio. Sim, eu às vezes tenho estas fases, mas quem não as tem? Só que a maioria tem coragem para ultrapassar e seguir em frente. Só que a maiorio acobarda-se de o fazer. Pois hoje alguém o fez, um vizinho meu, mais precisamente. Como era amigo da minha mãe eu acompanhei a mulher, a filha, o filho, o neto, o genro, a nora (ainda grávida) e a minha mãe ao hospital. Foi uma situação desoladora, todos abafados em choro, a senhora já de uma certa idade não queria acreditar, a filha e o filho não paravam de chorar, o neto queria ser forte mas não conseguia, o genro conseguiu ser forte, a nora teve de ser forte por causa do bébé que ainda traz dentro dela, a minha mãe chorava e tentava ao mesmo tempo ser forte para apoiar a família de um grande amigo e eu... Eu? Só pensava no que aconteceria se fosse eu e não ele. Os meus amigos ficariam desolados e confusos, os meus avós gritariam, o meu pai, não sei, mas ainda acredito que ele tenha um coração, por isso penso que choraria, os meus melhores amigos e amigas chorariam sem dúvida alguma, a minha namorada, nem quero pensar, a minha namorada nunca ouviria as doces palavras que ainda tenho para lhe dizer, ficaria destroçada, e a minha mãe, a minha mãe provavelmente não aguentaria a dor, não sei o que faria mas sei que não aguentaria. Por isso, isto foi para mim uma autêntica terapia de choque, fez-me ver mais uma vez que mais vale sofrermos um pouco e continuar a viver esperando por dias melhores do que abandonarmos a vida e aqueles de quem realmente gostamos.
Consegui vencer outra vez uma fase terrível, pena alguns (muitos) não terem a mesma sorte que eu.
Em memória de:
Augusto Sousa
























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